quinta-feira, 2 de junho de 2016

3 atividades para ensinar o Volei na Escola




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Uma das modalidades esportivas tradicionais nas aulas de Educação Física, incluída no planejamento de muitos professores, é o vôlei. A maioria dos alunos se interessa pelo tema, conhece os movimentos básicos (saque, toque, cortada, bloqueio e manchete) e se organiza com facilidade para jogar, inclusive fora do ambiente escolar. Isso se deve, em grande parte, à visibilidade que o esporte conquistou nos últimos anos no Brasil.

Portanto, abaixo tem três sugestões de atividades para que o Voleibol seja inserido nas aulas de educação física escolar.

- Minivôlei Reúna dois ou três estudantes em um espaço amplo, mas menor que a quadra esportiva da escola. A ideia é explorar os movimentos do esporte, inclusive saques e cortadas. Garanta que os meninos joguem com as meninas e cuide também para que a composição dos grupos mude com o passar do tempo da atividade a fim de que todos se ajudem, dando dicas aos colegas e corrigindo ou aperfeiçoando os movimentos deles. "O perímetro reduzido do minivôlei contribui para que a garotada desenvolva a consciência sobre os movimentos desse esporte", explica Barroso. Além disso, cada aluno pode participar com frequência das jogadas, pois a atividade é desenvolvida com grupos pequenos. Combine as regras com os jovens: algumas podem ser copiadas do jogo oficial, como a obrigatoriedade de passar a bola a um colega depois de dar um toque. Outras podem ser criadas pela própria turma ao longo da vivência. Por exemplo, dar uma cortada somente depois da terceira jogada consecutiva.

jogo de câmbio. Ilustração: Bruno Algarve
Durante o jogo de câmbio, os estudantes ocupam espaços diferentes na quadra. Esse rodízio permite a eles analisar o papel de cada jogador

- Jogo de câmbio É hora de a moçada entrar em quadra, mas o objetivo não é realizar uma partida de verdade. O foco dessa atividade é a experimentação dos diferentes papéis que os jogadores têm, considerando que ocupam posições e espaços diversos. Divida os estudantes em dois grupos de seis e peça que eles ocupem lados opostos da rede. Estabeleça que de tempos em tempos será realizado um rodízio - tal como ocorre nas partidas oficiais. Quem estiver sacando ora ocupa a posição de defesa, na rede, ora faz as vezes de atacante. "Essa é uma ótima chance para os alunos se conscientizarem do espaço da quadra pelo que são responsáveis estando em determinada posição", explica Fernanda. É interessante aqui retomar os vídeos assistidos no início do trabalho para que a garotada relembre o modo como cada profissional faz isso. Vale ainda conversar sobre o que foi aprendido durante a atividade de minivôlei, valorizando os jeitos de realizar e recepcionar a bola em cada um dos movimentos típicos do esporte.

- Vôlei em outros espaços Sugira jogos em ambientes diferentes da quadra da escola - pode ser na grama, na areia ou no chão de terra batida. O foco da proposta é a turma experimentar como a mudança do piso interfere no jogo e refletir sobre isso. "Oriente os alunos a observar se é mais difícil saltar na grama ou no cimento e a analisar como cada um impacta as jogadas", indica Fernanda. Essa atividade é um bom gancho para a moçada se aproximar de uma variação do vôlei que também faz sucesso no Brasil, a modalidade praia. Para isso, além de variar o terreno, é interessante organizar a classe em duplas e propor que uma jogue contra a outra, separadas pela rede. Explique algumas regras específicas. Além de os atletas ficarem descalços, por exemplo, é permitido a eles invadir a rede por baixo desde que isso não prejudique a dupla adversária. Interrompa a prática em momentos específicos para problematizar algumas questões, como a rapidez que esse tipo de jogo exige, já que é disputado em duplas.



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