quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Não existe modelo certo para avaliação da Educação Física Escolar






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Educação Física é uma disciplina que compõe a educação formal, é oferecida em todo o ensino básico. Seu conteúdo contempla as práticas da cultura corporal nas dimensões atitudinais, conceituais e procedimentais.

A disciplina aqui estudada enfrenta desafios como todas as outras matérias do currículo escolar. Um destes desafios é a avaliação. Especificamente na Educação física, as raízes do tecnicismo, da performance motora, da exaltação à técnica, se sobrepõem a conceitos mais subjetivos como socialização e desenvolvimento afetivo. O ensino quase que exclusivo dos esportes, a formação deficitária de determinados professores e a política de avaliação das escolas, em grande parte são as causas da dificuldade de avaliar na Educação Física.

Qual é o modelo ideal para se fazer a avaliação em Educação Física?

Infelizmente, não existe uma fórmula pronta. Muitos dos modelos citados — e criticados — anteriormente podem ser usados, contanto que não como padrão único e tampouco sem passar por uma reflexão prévia. Por exemplo: os trabalhos escolares são úteis, mas não aqueles que permitem que o aluno simplesmente "recorte e cole" da Internet, e, sim, os que podem reforçar a articulação entre teoria e prática, levando o estudante a refletir sobre seu cotidiano nas aulas de Educação Física e a forma como concebe o próprio corpo.

Em vez de solicitar um trabalho enorme tratando do histórico da modalidade, das séries de progressões pedagógicas e das regras dos esportes — que muitas vezes sequer é lido na íntegra pelo professor —, sugere-se que sejam cobrados textos curtos (na forma de redação), mas com um alto teor de crítica e reflexão, explorando as problemáticas surgidas durante as aulas ou mesmo no dia-a-dia do aluno (como, por exemplo, o uso de anabolizantes). As avaliações teóricas podem seguir a mesma linha: por meio de questões dissertativas, pode-se exigir que o estudante reflita sobre a importância do movimento na sua vida. E, se muitas vezes é inviável acompanhar o desenvolvimento individual dos alunos, pode-se acompanhar o desenvolvimento geral, ou seja, da turma, até mesmo reforçando o senso de colaboração, já que uma parcela da nota será coletiva.

De qualquer forma, o mais importante é não negligenciar a importância da avaliação, pois é através dela que o educando tem um controle do seu desenvolvimento e, assim, sabe quanto ainda pode evoluir com relação aos movimentos e ao domínio e consciência do corpo — quebrando os paradigmas de beleza pregados pela mídia e que envolvem, muitas vezes, sofrimento e privações.


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