terça-feira, 7 de outubro de 2014

O esporte nas aulas de Educação Física




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    O esporte serve muitas vezes como ajuda na socialização das crianças, e nas aulas de Educação Física não é diferente, mas também estando atento em um tratamento didático e pedagógico, ensinando-lhes a maneira correta que se deve trabalhar, sempre tirando dúvidas e as desafiando cada vez mais, não querendo transformar em superatletas, mais com o objetivo de que se tornem pessoas melhores e é nesse fim que nós futuros professores temos que trabalhar.

    Devemos valorizar o conhecimento do conteúdo, construindo uma análise no esporte em geral, conhecendo suas modalidades, códigos, regras, instalações e aparelhos aprendendo e debatendo com esportistas e professores de determinadas modalidades conforme formos trabalhando.

    Acreditamos que no ambiente pedagógico devemos tentar mostrar aos alunos atividades espontâneas com materiais que devem facilitar a atividade, desencadeando problemas para que eles resolvam, mudando os métodos quando esses mudam as formas de pensar, citando exemplos e atividades alternativas, ensinando-lhes a observar os fatos e o que não souberem indagarem, tentando trabalhar em grupo e fazendo com que desenvolvam habilidades de comunicação e socialização.

    RAMIREZ apud SCARPATO (2007) Trabalhar com os conteúdos dos esportes na escola tem como pressuposto o aspecto de servir ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor, como individuo e a construção do conhecimento.

    Para trabalhar com os esportes inclusive nas escolas, é necessário compreendê-los a partir de suas modalidades e dos pontos em comum que elas apresentam,não há desenvolvimento e esporte rico possível sem uma estrutura que lhe dê origem e o sustente, sem uma estrutura que não passe pelo sujeito.

    O esporte nas aulas de Educação Física deve estar segundo KUNZ apud DARIDO E RANGEL (2005) pedagogicamente transformado, esporte escolar tem como pressuposto o aspecto de servir ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor, e à construção do conhecimento. Nós educadores devemos permitir que as crianças descobrissem novos métodos de diversão e aprendizagem, pois brincadeiras exercidas por eles em casa já são realizadas cotidianamente, se nós educadores dermos atividades já executadas por eles, estaremos permitindo que eles fiquem estáticos, ou seja, que eles não aprendam nada de novo.

    Refletir sobre o esporte nas aulas de Educação Física escolar procuramos destacar uma educação fazendo de seus conteúdos uma ferramenta para o processo de formação dos alunos. A maneira que é utilizada o esporte nas aulas, destaca-se o sistema escolar, caracterizando o não esporte da escola e sim o esporte na escola, concordando com o (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p.07), é questionado a forma de ser trabalhado o esporte no ambiente escolar, pois é repassados regras e regulamentos dos esportes competitivos aos alunos. O professor acaba se tornando um treinador de seus alunos atletas, onde começam a ser exigido resultados e comparações a talentos esportivos.

    Reforçando a critica de coletivos de autores, da utilização do esporte como rendimento no contexto escolar sendo esta forma, a conseqüência de frustração para a maioria dos alunos que não rendem o necessário, fazendo com que eles convivam com o sentimento de incapacidade e improdutividade.

    Uma escola que assume por missão consolidar a capacidade e a vontade dos indivíduos de serem atores e ensinar a cada um a reconhecer no outro a mesma liberdade que em si mesmo, o mesmo direito a individualização e a defesa de interesses sociais e valores culturais é uma escola de democracia. (TORAINE 1998, p.339)

    Os conteúdos do esporte nas aulas de Educação Física e sua tematização como nos advertem KUNZ apud DARIDO E RANGEL (2005) devem existir a partir da compreensão do esporte como fenômeno sociocultural, de maneira que os alunos não o façam acontecer apenas por sua ação motora, e sim principalmente por sua ação reflexiva.

    Cada vez mais os alunos estão desinteressados pelas aulas propostos pelos professores, e sim interessados naquilo que os satisfazem, que na maioria das vezes acaba não sendo o ideal para eles, e infelizmente não existe uma relação dialética entre educador e aluno, onde a autoridade é o professor e o aluno deve fazer um papel passivo obedecendo.

    Historicamente uma das primeiras classificações surgiu a partir dos esportes atléticos. Eles compreendiam as corridas, marchas, lançamentos e saltos, além de algumas provas combinadas, como o pentatlo e o decatlo. Além de existir uma divisão dos esportes em olímpicos e não olímpicos, individuais ou coletivos. Dentro dessa perspectiva, ainda pode-se notar os esportes artísticos, náuticos, militares, radicais e os de aventura. Outra tentativa para se classificar os esportes toma como foco as habilidades, estas se separam, conforme BOMPA apud DARIDO E RANGEL (2005) em cíclicas, acíclicas e combinadas.

    O Único Caminho para a verdadeira critica ao esporte é abandono da vivencia em prol do discurso filosófico e sociológico. 

    TOURAINE (1998) defende a idéia de uma transformação da escola, onde ela não deva ter a função exclusiva de instruir, mas sim se preocupar com o ato de educar, e acima de tudo aumentar a capacidade dos indivíduos a ser sujeito. (TOURAINE, 1998, p.327).

    Parece ser fundamental o aprendizado dos gestos motores na caracterização das atividades esportivas, e mais, é essencial a prática desses gestos para a progressão, visando à apropriação das modalidades esportivas. Talvez a questão central relacione-se á contraposição entre a prática consciente e a prática alienada. As dimensões dos conteúdos colocam-se como chave importante para a orientação nesse sentido. Como sugestão para uma abordagem metodológica envolvendo as reflexões acima apresentadas, destaca-se a proposição de objetivos que também levem em consideração as dimensões dos conteúdos.

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