segunda-feira, 9 de junho de 2014

A postura do professor como influência nos alunos




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Um professor,  pode ter a crença que é importante incrementar o conteúdo de determinada disciplina por valores de saúde, respeito, conhecimento, paz, liberdade e responsabilidade social crítica face ao mundo competitivo que se vive. Na sua prática educativa ensina valores com base de concepção de mundo, de pessoa, de trabalho e respeito ao próximo. No entanto, percebe que os alunos e, até mesmo colegas, julgam insignificante tal atitude de ensinar valores, além do conteúdo da disciplina. Ante a este dilema, algumas vezes predomina, com mais força, um tipo de crença: ora do professor e outras dos alunos ou colegas, ou ainda, entre os valores percebidos, transmitidos, vividos e idealizados.

Vygotsky muda o foco da analise psicológica: não é o que o individuo é, a priori, que explica seus modos de se relacionar com os outros, mas são as relações sociais nas quais ele está envolvido que podem explicar seus modos de ser, de agir, de pensar, de relacionar-se. De fato, o individuo se desenvolve naquilo que ele é através daquilo que ele produz para os outros. Este processo de formação do individuo (...). Na sua esfera particular, privada, os seres humanos retêm a função da interação social (Vygotsky,1981,pp.162,164).

Podemos notar através desta passagem o quanto o professor pode interagir e intervir no mundo infantil. Após ter adotado uma postura ética o professor passa a projetar estes mesmos valores para seus alunos que acabam assim por apoderar-se  deles e transformando a realidade em que vivem. Muitos seriam os sentimentos criados por um professor que possui tal postura perante seus alunos como : Afeto, felicidade ,respeito,entre vários outros. A seguir veremos mais detalhadamente quais seriam estas mudanças ocorridas nos alunos em cada um dos sentimentos citados anteriormente.

Existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos. Na literatura encontra-se, eventualmente, a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento, aparentemente como sinônimos. Entretanto, na maioria das vezes, o termo emoção encontra-se relacionado ao componente biológico do comportamento humano, referindo-se a uma agitação, uma reação de ordem física. Já a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas.

Os aspectos afetivos e cognitivos reagiriam, portanto, a estímulos do meio externo e interno. Está claro para nós entendermos como afeta o fato um professor chegar  à  sala de aula estimulado, feliz , carinhoso com seu alunos, se a parte afetiva é tão estimulada pelo meio exterior no caso o professor .  É  preciso trazer a vontade de lecionar para junto de seus alunos , conseguindo assim conquistar seus corações estimulando-os cada vez mais para uma aprendizagem eficaz. O professor novato deve ter consciência deste papel e saber como sua postura irá influenciar seus educandos, para cada vez mais aperfeiçoar-se nas questões éticas e até mesmo profissionais.

Um outro sentimento que acaba se tornando presente com estas intervenções pedagógicas seria a felicidade,  a felicidade é um momento só nosso mas ao mesmo tempo nos envolveríamos totalmente com o outro num dado momento tornando este momento tão inesquecível para algumas crianças que hoje em dia nem conhecem mais este tipo de sentimento. Segundo Aristóteles, para ser feliz o homem precisa de amigos virtuosos, esse seria o professor na vida da criança.

A  felicidade é todo empenho direcionado à busca da realização. Um fato que expressa bem esta afirmação é  ver uma criança de apenas 1 ano de idade , em uma turma de Berçário sentir a felicidade de dar os primeiros passinhos, conseguir comer a comida sozinha, entender o funcionamento do seu próprio corpo, a forma como ela tenta encontrar nossos olhos para ver a satisfação que sentimos com a realização pessoal dela e também não deixa de ser para nós também uma satisfação.  Também segundo Aristóteles, a conquista da felicidade é a realização definitiva de uma trajetória humana, mas, como a busca e a persistência perduram por toda a existência, a busca pela felicidade é diária, constante.  O nosso grande desafio é manter esta chama acesa em todos os educandos que passam ao longo do tempo por nós, mas, acredito que o principal seria conservar esta chama em nós mesmo professores assim seria mais fácil passarmos este sentimento aos nossos alunos. O autor  Anselm Grün nos deixa uma frase para refletirmos sobre o poder do sentimento felicidade: "Para quem sente alegria/ felicidade em seu íntimo as coisas correm com mais facilidade na vida. Sua vida ganha novo sabor"(Grün,2006,p.7).

Sabendo que estes sentimentos são tão importantes em nossa vida social devemos recordar também do respeito. É necessário ter respeito aos nossos educandos para que  estes também exerçam tal valor com nós.

Percebemos neste momento, que após termos todos estes valores incorporados em nossa postura humana ,profissional basta deixarmos  fluir para o meio que nos cerca para que todos que estão a nossa volta sejam atingidos, já que os estímulos são eficazes.

A Postura do professor x ambiente escolar

A escola está inserida no contexto de mundo a  compreensão do ambiente escolar considera, então, o mundo a partir das pessoas que organizam o espaço escolar.

Para haver ambiente favorável aos educadores, se faz necessário o cumprimento das normas estabelecidas pela escola, valorizando a profissão e incentivando o intercambio entre todo o corpo diretivo, docente e demais funcionários da escola. O trabalho faz parte da formação humana e para aprender a sobreviver neste mundo a  humanidade precisa de trabalhadores capazes de transformar a natureza para o próprio bem respeitando as dimensões bioéticas.

Assim, todos estão interligados, professor, funcionários da escola, toda a estrutura educacional, é inevitável que a postura fora da sala de aula do professor irá  afetar todo o entorno educacional.  Segundo Abbagnano,

Para grande parte do pensamento antigo e até Aristóteles, o diálogo não é somente uma das formas pelas quais se podem exprimir o discurso filosófico, mas a sua forma própria e privilegiada, porque esse discurso não é feito pelo filósofo a si mesmo, mas é um conversar, um discutir, um perguntar e responder entre pessoas associadas pelo interesse comum da pesquisa (Abbgnano,1982,p.257).

Bom,a escola é um ambiente de constante diálogo, onde todos nós devemos  debater as melhores formas de educar, e é neste momento que as idéias, os valores ganham destaque principal, da mesma forma como os alunos sofreram influência os demais colegas de educação também sofrerão. Não seria difícil até mesmo pensar que estes após perceberem as conquistas obtidas pelo professor como alunos mais sociáveis , que compreendem a matéria cm maior facilidade devido a atenção dada a ele, conquistas que facilitariam todo o processo de aprendizagem então  os outros colegas de profissão  também adotariam  esta postura mais positiva com valores éticos, pensem em mudar a sua postura perante os seus colegas e também seus alunos.

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