segunda-feira, 12 de maio de 2014

Os tipos de motricidade humana




A literatura menciona fases específicas do desenvolvimento motor de
crianças, o que é de fundamental importância para que o profissional
de educação física possa prescrever as atividades de maneira adequada.

No entanto, por fatores ambientais, a idade motora da criança pode
encontrar-se em nível superior ou inferior em relação à sua idade
cronológica. Num contexto de um contínuo desenvolvimento tecnológico,
facilitador da hipocinesia, em classes mais favorecidas, contrastante
com um ambiente escasso em recursos, por vezes com déficit
nutricional, mas não ausente de estímulos, para a população mais
carente, cabe ao profissional de educação física avaliar e mensurar o
estágio motor em que a criança está, para então intervir corretamente
de forma a desenvolver o máximo de sua capacidade funcional.

Diante disso, este estudo visa contribuir para a área da
psicomotricidade, buscando conhecer as diferenças no desenvolvimento
motor de crianças de diferentes situações econômicas e ambiente
escolar, o que é relevante para o estímulo à adequação do meio e,
individualmente, das atividades lúdico-esportivas que estimulam a
motricidade fina e global.

Motricidade Humana

Desde o nascimento, sofremos estímulos para realizar as tarefas e
transpassar os obstáculos impostos a nós tanto pelo meio quanto pelas
pessoas e, mesmo passando por uma evolução contínua, são esses
estímulos que nos proporcionam o desenvolvimento. Rosa Neto (2002, p.
11), cita sobre o assunto:

[...] "Desde o momento da concepção, o organismo humano tem uma
lógica biológica, uma organização, um calendário maturativo e
evolutivo, uma porta aberta à interação e à estimulação" [...]

Para Gallahue e Ozmun (2005, p. 05), o desenvolvimento inclui
todos os aspectos do comportamento humano e, como resultado, somente
artificialmente pode ser separado em áreas, fases ou faixas etárias. A
aceitação crescente do conceito de desenvolvimento permanente é muito
importante e deve ser mantida em mente, pois ele sugere que alguns
aspectos do desenvolvimento podem ser conceituados em esferas de
áreas, estando relacionados a fases ou a faixas etárias, enquanto
outros não podem. Além disso, o conceito de desenvolvimento permanente
inclui toda alteração desenvolvimentista – as mudanças positivas
geralmente associadas à infância e à adolescência e as mudanças que
ocorrem com o processo regressivo do envelhecimento [...].

Motricidade Fina

A criança é movimento. Movimentando-se no espaço ela vai treinando
o seu corpo, adquirindo destreza para que mais tarde possa dominá-lo.
A motricidade fina diz respeito aos trabalhos mais finos, aqueles que
podem ser executados com auxílio das mãos e dos dedos, especificamente
aqueles com coordenação entre mãos e olhos. Quando uma criança começa
a desenvolver uma boa coordenação motora fina, será comum observar que
ela também apresentará uma boa tonicidade muscular nos membros
superiores e inferiores. Ela poderá apanhar copos de plásticos com
água sem derramar, poderá apanhar objetos delicados sem amassá-los,
poderá pintar e colorir sem muita força, poderá equilibrar a força
necessária para colorir desenhos nas mais diferentes texturas e
superfícies e assim por diante. (ALMEIDA, 2008).

Um grande rival do desenvolvimento da motricidade fina na criança
hoje em dia é o excesso de televisão, vídeo-games e uso do computador:
atividades que favorecem a passividade ou movimentos mecânicos
repetitivos e unilaterais.

Motricidade Global

Os movimentos dinâmicos corporais desempenham um importante papel
na melhora dos comandos nervosos e no afinamento das sensações e das
percepções. O que é educativo na atividade motora não é a quantidade
de trabalho efetuado nem o registro (valor numérico) alcançado, mas
sim o controle de si mesmo – obtido pela qualidade do movimento
executado, isto é, da precisão e da maestria de sua execução. (Rosa
Neto, 2002)

De acordo com indicações de Condemarin (1989), os exercícios para
o desenvolvimento da coordenação dinâmica global são realizados com a
finalidade de aperfeiçoar o automatismo corporal. Entre estes
exercícios a autora cita: a marcha, engatinhar, arrastar-se, marcha
sobre uma barra de madeira, exercícios que promovam o equilíbrio
estático e dinâmico, o balancin, a cama elástica, pular corda, jogar
bola, relaxamento, flexões entre outros.


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