segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Educação Física Escolar e a Praia





O Brasil tem 9.198 km de extensão litorânea, sendo que 7 km pertencem à cidade de Santos no Litoral Paulista, pois temos o privilégio de poder contar com uma excelente extensão de areia e o mar calmo na maioria dos dias. O presente estudo tem como objetivo verificar com qual freqüência os professores utilizam a praia para ministrar aulas de Educação Física Escolar - EFE e procurar saber qual a opinião deles sobre o assunto, ou seja, se eles acham que a praia faz parte ou não desta atividade. A pesquisa foi direcionada a professores de Educação Física de escolas particulares. Afinal, a praia é a realidade de nossos alunos como é o rio ou a montanha para os alunos do campo. Você como professor já se perguntou quantos alunos sabem nadar? O quanto se pode aprender neste ambiente (praia)? Quantos esportes podem praticar? Quantos podem aprender e ensinar? Quantas experiências os alunos terão? Participaram da pesquisa 28 professores de Educação Física de 15 colégios particulares de Santos onde pude constatar que uma boa parte da população escolar não tem aulas na praia devido a alguns fatores que inibem esta prática. Acredita-se que este estudo pode contribuir para que profissionais da área de EFE compreendam melhor as contribuições e variações de ambientes nas aulas.

 

INTRODUÇÃO

Os objetivos e as propostas educacionais da Educação Física Escolar – EFE modificaram-se durante o último século e continuam sendo influenciadas e modificadas. Uma delas é a utilização de um ambiente diferenciado da quadra (praia) para a prática de aulas. Afinal, moramos em uma cidade com aproximadamente 7 km de extensão de praia.

Pergunto: Os professores de EFE utilizam a praia para ministrar aulas de EFE? Os que não utilizam, qual o motivo?

Para responder a estas e outras perguntas, venho buscando respostas sobre EFE nos colégios particulares da Baixada Santista.Constatei que existem alguns fatores que inibem esta prática. Por exemplo: responsabilidade voltada para a escola, deslocamento dos alunos e clima e as causas mais freqüentes da não utilização são: super proteção dos pais, segurança excessiva e proibição dos diretores. Porém temos muitas vantagens como: promover o condicionamento físico, troca de experiências (professor/aluno e aluno/professor), variações de terreno e uma aula repleta de conhecimentos. Para colégios que possuem ou não quadra, a praia é excelente, pois mais de 15 esportes e jogos podem ser praticados. No entanto, apenas uma minoria da população escolar é beneficiada com aulas na quadra e também ao ar livre, e com isso enriquecem ainda mais suas vivências.

 

REVISÃO DE LITERATURA

A escola que conhecemos hoje é, na verdade, produto dos séculos XVII a XIX, quando começou a florescer a idéia da necessidade de educação púbica e obrigatória para todas as pessoas. (BARBOSA, 2001, p.24) Barbosa cita Carvalho (1991) que afirma que a falta de consciência crítica impede o conjunto do professorado de Educação Física de compreender as "insanidades pseudofilosóficas" da intelectualidade, que enevoam e impossibilitam uma certa intimidade com os "saberes" próprios nas mais diversas áreas do conhecimento humano. Costa (2001) cita: somos os únicos a nos preocupar com as condições meteorológicas. Só podemos ministrar aulas na praia se o tempo estiver favorável. Não podemos desviar nossos focos para outras coisas e não prestar atenção na nossa quadra natural. Cada um tem um perfil, um interesse, uma experiência de vida. E por que não aproveitá-los e transformar este perfil em realidade.

Diante desses relatos, posso constatar que há tempos atrás o mais importante para as pessoas eram o valor e a aparência e por isso, esqueciam-se do seu bem estar e das opções que podiam encontrar na própria natureza. Pois a praia tem o tipo de terreno diferenciado da quadra da escola e o próprio ambiente faz com que os alunos apreciem melhor a aula de educação física uma vez que estão diante da energia que emana do sol e da brisa que vem do mar.

 

CONCLUSÃO

Pude contar com 28 profissionais e uma média de 2 professores por colégio. Após responderem o questionário, obtive os seguintes resultados: dos 28 participantes, 42,86% professores levam seus alunos à praia e 57,14% não levam ou não tem o costume de levar. O índice de respostas foi o seguinte: 6±51% responderam às vezes (AVZ), 2±17% sempre que os pais autorizam (SPA), 1±8% sempre (S) sempre que a escola autoriza (SEA) sempre que a escola e os pais autorizam (SEPA) outros (O), 0% 1X por semana e 1X por mês.

 

Constatei com esta pesquisa que uma boa parte da população escolar não tem aulas na praia devido a alguns fatores que inibem esta prática: custo operacional, transporte e aporte de funcionários. Porém não ficamos somente nas "desvantagens" temos muitas vantagens como; por exemplo, uma aula muito prazerosa e repleta de novos conhecimentos. Pude observar que no período da pesquisa, conforme ia falando com alguns professores e coordenadores, a grande maioria das escolas que antes não iam para a praia, estavam tendo aula na praia pelo menos uma vez ao mês - acredito que seja um bom sinal. Vamos ver daqui a alguns anos se a visão destes professores mudaram e acredito que após esta pesquisa, muitas coisas irão mudar nas aulas de Educação Física das escolas particulares de Santos.


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